17.02.20

Prestes a voltar ao Brasil para uma turnê de sete shows, Harry Judd recentemente conversou com a Rolling Stone e foi entrevistado por uma jornalista que é muito fã da banda. Durante o bate papo, o baterista expressou a saudade que sente de se apresentar no país e deixou explícita a felicidade em poder voltar logo.

Confira abaixo a entrevista postada no site da revista:

Rolling Stone: Vocês chegarão ao Brasil logo, logo.

Harry Judd: Sim! Estamos muito animados. No último ano, planejávamos voltar para o McFly, e uma das únicas coisas que sabíamos era que queríamos estar no Brasil. Para nossa sorte, foi decidido muito rápido, depois que anunciamos a volta, que aconteceria uma turnê pelo Brasil. Então, estamos muito animados.

Passamos esses anos todos vendo todo o amor nas redes sociais. Nós nos sentíamos culpados, todos esses anos, por não poder fazer shows para os brasileiros. É um grande alívio ir aí e dar o que querem e merecem.

RS: Fui em alguns shows de vocês por aqui, e eles eram completamente insanos. Pensa que será igual?

HJ: [Gargalhando] Vou chutar e dizer que será completamente louco [risos]. Sabe, para gente, isso é o mais incrível de estar no Brasil. Os fãs são completamente apaixonados, então os shows são incríveis. Sempre foram muito especiais para nós. Acredito bastante que todo mundo será demais e os fãs tão loucos quanto queremos que sejam.

RS: É a primeira vez que vocês vão viajar desde que casaram e tiveram filhos. O que mudou na hora de fazer uma turnê?

HJ: Penso que temos mais gente para ter saudade. Vai ser o período mais longo que ficarei longe dos meus filhos desde que eles nasceram, na verdade. Ao mesmo tempo, é bom para quem ter filhos passar um tempo sozinho de vez em quando, sabe? [Risos].

Sempre falamos do que devíamos fazer nas nossas folgas, sabe, todos esses caras com tempo livre… Sinto falta deles, mas faz parte do trabalho. Não vamos passar tanto tempo assim no Brasil. Vão ser umas duas ou três semanas, então vai ficar tudo bem.

RS: Você conversou com seus filhos? A Lola [filha de quatro anos] entendeu que você vai viajar? Essa conversa aconteceu?

HJ: Ainda não, mas vou falar com ela. Ela fez quatro anos, então vai entender. Meu filho [Kit, 2 anos] não entende bem. Ele começou a falar coisas como “o papai vai trabalhar”, então já tem uma noção. Para Lola, vamos apontar num mapa onde é o Brasil e explicar que entrarei em um avião para tocar bateria aí. Ela vai ficar bem.

RS: Agora, sobre música. Vocês acabaram de lançar The Lost Songs. Quando se juntaram e decidiram que estava na hora do McFly voltar?

HJ: Então, em abril de 2019, decidimos fazer acontecer. Sempre existiu essa frustração dessas músicas estarem por aí, mas não sabíamos como montar tudo. Começamos a acreditar que elas nunca veriam a luz do dia. Em abril, decidimos voltar. Nosso empresário sugeriu que começássemos com um grande show – na O2, em Londres – e ficamos bem felizes.

Eu não queria que todo mundo pensasse que estávamos voltando só para fazer shows e parar, a ideia era mostrar que tinha um futuro para a banda. Queríamos dar algo novo para eles, não só tocar músicas velhas.

Então surgiu essa ideia: “Por que não soltamos essas músicas, finalmente, e damos o nome de The Lost Songs[As Músicas Perdidas]?” porque elas se perderam nos últimos, sei lá, oito anos, e, sabe, é uma maneira de entregar algo novo, é um presente para os fãs, eles esperaram tanto tempo…

Soltamos uma música por semana até o show em Londres. Ficamos bem animados de estar lá toda semana, e foi um alívio para a banda finalmente mostrar essas músicas.

RS: Como foi a gravação dessas músicas?

HJ: Elas já estavam gravadas, né? Cinco delas, as que lançamos primeiro – “Touch the Rain”, “Red”, “Hyperion”, “Dare You to Move” e “Break” –  foram gravadas numa viagem entre 2011 e 2012, e o resto foi gravado no Texas em 2013. O plano era fazer um disco. Em vez disso, fizemos o McBusted. Então nunca lançamos, e elas ficaram perdidas.

RS: E como é voltar para o palco depois dessa pausa?

HJ: Não parece tão estranho, porque fizemos isso durante, o quê, 14, 13 anos das nossas vidas? Aí fizemos uma pausa de só uns três anos, então não foi um choque. Fiz alguns shows no West End [no musical Rip it Up the 60s]; o Tom tocou bastante para divulgar os livros dele; Danny fez trabalhos solo, Dougie também… Não pareceu estranho. Pareceu uma pausa, só isso.

RS: Você me disse que está no estúdio neste instante. Isso significa que vai ter um disco novo?

HJ:  Esse é o plano. Tipo, não sei como queremos fazer isso. As pessoas lançam músicas de uma maneira muito diferente, agora. Naturalmente, queremos montar alguma espécie de coleção de músicas para não ficar, sabe, umas faixas aleatórias. Alguns artistas lançam músicas sozinhas, e eu até entendo, mas não funciona para nós.

Um álbum representa onde você está, onde sua banda está, e você mostra isso melhor em várias músicas do que só em uma. Ainda não fizemos nenhuma faixa completa, até agora, mas temos muito material, então vamos lançar várias.

RS: E essas músicas novas, me fala delas? Elas soam mais como suas faixas antigas, ou é algo novo…?

Olha, algumas músicas definitivamente não são nada que vocês esperariam, porque evoluímos muito do que éramos. Sempre vai ter essa pegada McFly, um sentimento McFly, mas ainda não sei bem. Fizemos muita coisa na última semana, e muito disso nem vai para o  disco, mas é certo fazermos agora. Algumas pessoas ficarão bastante chocadas.

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